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Caminhos divergentes: o consenso político de Israel contra uma solução de dois Estados

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Elijah J. Magnier

Trad. Alan Dantas

Declarações recentes de líderes israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o líder do Partido do Centro, Benny Gantz, e o líder da oposição, Yair Lapid, ressaltam um consenso israelense significativo contra o estabelecimento de um Estado palestino.   Apesar das diferenças na retórica, o consenso entre os líderes israelenses define efetivamente a posição oficial israelense contra a formação de uma entidade palestina independente. Esse consenso está em desacordo com as propostas dos Estados Unidos e de outros líderes ocidentais, que enfatizaram a importância de trabalhar para a criação de um Estado palestino como forma de garantir uma paz duradoura na região. Essa posição contrasta fortemente com o apoio de longa data da comunidade internacional a uma solução de dois Estados como forma de resolver o conflito israelense-palestino. A posição de Israel complica suas relações com os estados árabes vizinhos e com a comunidade internacional mais ampla, especialmente com os aliados que apoiam uma solução de dois estados e que apoiaram Israel em sua guerra em Gaza. Embora os recentes acordos de normalização indiquem uma certa disposição dos Estados árabes em se envolver com Israel, a questão palestina continua sendo um ponto de discórdia significativo que pode impedir um maior progresso oficial.

O presidente Joe Biden e o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, enfatizaram o imperativo estratégico de buscar uma solução de dois Estados, com Austin observando especificamente que as vitórias táticas de Israel poderiam levar a perdas estratégicas, principalmente em termos de esforços de normalização com os Estados árabes. Além de prejudicar as relações com os aliados, a postura de Israel corre o risco de minar objetivos estratégicos mais amplos, incluindo a estabilidade regional e a normalização com os países árabes.

O governo israelense adotou por unanimidade um projeto de resolução que rejeita firmemente o reconhecimento unilateral de um Estado palestino, conforme articulado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A resolução afirma claramente que uma solução duradoura com os palestinos só pode ser alcançada por meio de negociações diretas entre as duas partes, sem condições prévias. Ela enfatiza a oposição contínua de Israel ao reconhecimento unilateral de um Estado palestino, afirmando que “tal reconhecimento, especialmente após o dia 7 de outubro, não apenas recompensaria o terrorismo, mas também prejudicaria significativamente qualquer perspectiva de um futuro acordo de paz”.

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