Elijah J. Magnier
Trad. Alan Dantas
Israel está mudando de uma guerra terrestre em grande escala em Gaza, que foi considerada mal-sucedida, para uma abordagem mais direcionada, envolvendo assassinatos e operações especiais. Essa mudança ocorre após o anúncio do fim das operações no norte, onde os objetivos não foram alcançados, e espera-se um anúncio semelhante no sul nas próximas semanas. Apesar dessas mudanças, os principais objetivos de Israel, incluindo a libertação de prisioneiros e a eliminação do Hamas, continuam não sendo cumpridos e Israel está longe de declarar vitória sobre o Hamas e os outros grupos de resistência palestinos. O Hamas segue resistindo ferozmente, disparando regularmente foguetes contra Tel Aviv, enviando uma forte mensagem de que Israel não conseguiu degradar as capacidades da resistência após quase 100 dias de guerra.
Essa nova estratégia tem como objetivo prolongar o conflito, minimizar as baixas humanas e apaziguar os membros extremistas do gabinete do governo de Benjamin Netanyahu. O Primeiro-Ministro, aparentemente prisioneiro da agenda de seu governo, está concentrado em permanecer no poder em vez de atingir seus objetivos originalmente declarados. Ao mesmo tempo, Israel intensificou suas táticas no Líbano, visando principalmente as unidades especializadas e a liderança do Hezbollah. Isso está fazendo com que o Hezbollah considere novas e mais eficazes regras de engajamento para proteger seus membros do assassinato israelense.
No contexto da guerra, os limites e as normas estabelecidas muitas vezes entram em colapso, e isso ficou evidente no conflito de Israel com o Hezbollah. Israel ultrapassou várias linhas vermelhas, principalmente com bombardeios e assassinatos, em especial o bombardeio em Beirute, que teve como alvo o vice-chefe do escritório político do Hamas, Saleh al-Aruri, e os comandantes das Brigadas Qassam no mesmo ataque. Em seguida, houve uma série de assassinatos direcionados de membros e líderes do Hezbollah em suas casas e veículos na frente sul do Líbano. Relatórios de fontes informadas indicam que Netanyahu está intensificando sua estratégia militar, aumentando o uso da força aérea, drones e bombas de fósforo para aumentar os danos ao Hezbollah e seus apoiadores.
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