
Elijah J. Magnier
Trad. Alan Dantas
Israel está se preparando para um ataque amplo, estratégico e altamente agressivo contra o Irã, com o objetivo de desmantelar as regras de engajamento e dissuasão que o Irã tem procurado estabelecer nos últimos meses. Essa ação vem acompanhada de um robusto apoio logístico e defensivo dos Estados Unidos, posicionando ambas as nações para a inevitável retaliação iraniana que provavelmente ocorrerá assim que os danos e as baixas forem avaliados. Os líderes de Israel parecem convencidos de que a maneira mais eficaz de enfraquecer o Hezbollah – um adversário formidável e complexo – é primeiro desferir um golpe sério no Irã, seu principal apoiador. Ao atacar a infraestrutura e as capacidades militares do Irã, Israel espera minar a força e a influência regional do Hezbollah, enfrentando uma frente que considera brutal demais para ser derrotada de forma decisiva de outra forma.
Essa abordagem ressalta a crença de Israel de que restringir o poder do Irã é fundamental para mudar o equilíbrio de poder na região, principalmente no que diz respeito às capacidades operacionais do Hezbollah no Líbano e na Síria. A ofensiva planejada não é apenas uma manobra militar, mas uma estratégia política de alto risco com o objetivo de remodelar a dinâmica da região, com os EUA desempenhando um papel fundamental no reforço das defesas de Israel contra a inevitável resposta iraniana.
Portanto, Israel está pronto para atacar o Irã após um recente ataque iraniano que viu 200 mísseis balísticos hipersônicos serem lançados contra bases militares israelenses. Esse ataque sem precedentes marcou uma escalada significativa, com os mísseis disparados em uma saturação coordenada de três corredores, tornando quase impossível a interceptação de todos ou da maioria dos mísseis. Foi a primeira vez que um ataque em grande escala como esse foi lançado de uma distância de mais de 1.600 km, visando precisamente a objetivos específicos. Observadores de todo o mundo monitoraram de perto o desempenho dos mísseis, os danos causados e a eficácia dos sistemas de interceptação de Israel.
Entre as nações preocupadas, a principal é os Estados Unidos, que mantém uma dúzia de bases militares no Oriente Médio. Os EUA estão interessados em avaliar as capacidades de seus sistemas de defesa contra mísseis balísticos contra a crescente ameaça de mísseis hipersônicos do Irã. À luz desses acontecimentos, a entrega de uma bateria de mísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defence) a Israel pelos EUA adquiriu maior importância estratégica. Essa entrega tem várias finalidades, incluindo testar a eficácia do THAAD, fortalecer as defesas antimísseis de Israel e combater o arsenal de mísseis cada vez mais sofisticado do Irã.
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