
By Elijah J. Magnier
Trad. Alan Dantas
Os tanques israelenses avançaram para as vilas de Kafarkela e Adayseh, na fronteira sul do Líbano, marcando o início da invasão terrestre de Israel no Líbano. Pela primeira vez desde 2006, a Divisão 91 foi para além da fronteira, expondo os tanques israelenses a ataques mais diretos das forças do Hezbollah. Em um terreno hostil como o sul do Líbano, as táticas defensivas e o arsenal do Hezbollah, incluindo mísseis antitanque, representam um desafio formidável para as forças israelenses que avançam. Agora totalmente engajado, o campo de batalha provavelmente decidirá o resultado desse confronto militar.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aumentou significativamente as tensões com o Líbano, alertando a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) para que se retire das áreas de fronteira. A UNIFIL, estabelecida de acordo com a Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (UNSCR), monitora o cessar-fogo entre o Hezbollah e Israel desde 2006. Apesar da exigência de Netanyahu, o Conselho de Segurança da ONU (CSONU) rejeitou unanimemente a solicitação, insistindo que as forças de paz permaneçam no local. A pressão de Netanyahu para remover a UNIFIL revela a ambição estratégica de Israel de remover quaisquer obstáculos internacionais enquanto se prepara para uma postura mais agressiva em relação ao Hezbollah.
As forças armadas de Israel já adotaram medidas provocativas, ferindo vários membros da força de paz da UNIFIL e invadindo áreas controladas pela UNIFIL em Naqoura e Marwaheen. Essas violações fazem parte do plano mais amplo de Israel de estabelecer uma zona de tampão – uma área de 5 km de largura e 100 km de comprimento no sul do Líbano, totalizando 500 quilômetros quadrados. Essa zona serviria como uma defesa contra o Hezbollah, mas também apresenta desafios significativos devido à topografia problemática do sul do Líbano, que favorece as táticas de guerrilha do Hezbollah. Isso contrasta fortemente com a Faixa de Gaza, uma área muito menor (364 quilômetros quadrados) com geografia mais simples. Israel teve dificuldades para controlar totalmente Gaza, onde a resistência palestina não tem os recursos sofisticados de mísseis e drones que o Hezbollah possui.
O enviado especial dos EUA, Amos Hochstein, enfatizou a necessidade de implementar totalmente a Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (UNSCR, em inglês), sugerindo uma possível modificação ou um novo mecanismo para aplicar a resolução de forma mais eficaz. Isso poderia envolver a introdução de uma resolução revisada ou nova para abordar as realidades atuais no local. No entanto, essa sugestão surge em um momento em que o Hezbollah, como parte do Eixo de Resistência, se recusa a negociar enquanto está sob fogo, sinalizando resistência a qualquer movimento diplomático feito sob a pressão do conflito em andamento.
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