Israel não quer uma guerra com o Hezbollah e o Líbano

Por Elijah J. Magnier: @ejmalrai

Traduzido por: Alan Regis Dantas

Desde que os jatos israelenses mataram um operativo do Hezbollah em Damasco, o exército israelense está em estado de alerta total, acumulando tanques e forças de elite nas fronteiras para impedir que o Hezbollah atravesse as áreas dos colonos israelenses. Israel está enviando mensagens em todas as direções, expressando sua prontidão para a guerra e para atacar o Líbano se suas forças forem atacadas. No entanto, o comportamento do exército israelense indica o contrário, que não visa uma guerra geral ou atacar o coração da infra-estrutura do Líbano. Ele está indicando sua intenção de retaliar em um “revide” limitada ao longo das fronteiras sem atingir toda a linha de frente. Israel não está sozinho em seu propósito de moderar sua retaliação. O Irã também não está disposto a ir à guerra ou ver seus aliados travando uma longa batalha quando há desafios críticos na arena internacional, e antes do final deste ano.

O exército israelense está em alerta total onde Sayeret Maglan (uma unidade de reconhecimento especializada em operar atrás das linhas inimigas) e a Brigada Golani foram enviadas para a extensão das fronteiras de 150 km com o Líbano. Ela liberou todo o pessoal desnecessário em torno das fronteiras e impediu que veículos militares conduzissem em estradas expostos a mísseis anti-tanque guiados pelo Hezbollah a partir do Líbano. Entretanto, a resposta da semana passada – quando uma soldado de 19 anos de idade viu “algo em movimento” nas fazendas Shebaa ocupadas – indica quão pronto está para uma reação limitada contra o Hezbollah. De fato, o exército israelense bombardeou sua cerca ao longo das fronteiras, e apenas um projétil atingiu seu “alvo”, uma casa na aldeia Habbariyeh (nas encostas sudoeste do Monte Hermon, perto da fronteira síria, a nordeste de Rachaya Al Foukhar) causando danos a uma varanda e a um banheiro.

Israel se absteve de atingir as posições do Hezbollah ao longo da linha de frente e não atingiu o coração das defesas e a “zona de responsabilidade” que inclui a linha de segurança e ataque atrás da linha de defesa. Israel se manteve longe da posição das Forças Especiais de Operação do Hezbollah, “al-Ridwan”, a mesma que lutou na Síria durante nove anos na guerra urbana e nos vastos espaços abertos das montanhas e do deserto sírios.

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Elijah J Magnier é correspondente de guerra veterano e analista de risco político sênior com mais de três décadas de experiência.  

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