“A inexistência de um acordo nuclear significa uma possibilidade certa de guerra no Oriente Médio.”

Elijah J Magnier

Trad. Alan Dantas
A maratona de negociações começou positivamente em Viena entre o Irã, por um lado, e os signatários do acordo nuclear de 2015, por outro, com exceção dos EUA, cujo presidente Donald Trump desfez em 2018. O Irã continua a recusar a presença visível dos EUA na sala de reuniões da negociação. Informações negativas, mas infundadas, se espalharam nas últimas horas sobre o resultado da reunião entre o Irã e os negociadores ocidentais. Entretanto, não deve haver nenhuma expectativa de que a positividade dominará todas as discussões. Não haverá acordo até que ele seja assinado. Portanto, se espera que as últimas dores do parto de um acordo nuclear EUA-Irã com termos modificados sejam, sem dúvida, intensas.

A expectativa é de que as negociações sejam complicadas por várias razões relacionadas às posições dos EUA e do Irã, o que indica que o acordo não está ao alcance facilmente. De fato, o fracasso pode superar as razões do sucesso, a menos que haja uma séria demonstração de compromisso por parte dos EUA de ser “legítimo em suas intenções”.

O Irã tem várias exigências imediatas e vitais. Estas incluem o levantamento das sanções, a compensação por todos os prejuízos causados pela retirada unilateral dos EUA e sanções, e uma cláusula oferecendo segurança de que nenhuma sanção adicional será imposta e que as empresas internacionais serão autorizadas a operar no Irã.

“Não vamos negociar por medo, mas não vamos ter medo de negociar. Que os dois lados explorem os problemas que nos unem em vez de pensar nos problemas que nos dividem”. Isto foi o que disse o presidente dos EUA John F. Kennedy em 1961, e foi citado pelo presidente Barack Obama em meados de 2015 quando anunciou o nascimento do acordo nuclear com o Irã. Naquele dia, estava de pé à sua direita, o vice-presidente Joe Biden (o atual presidente) aparentemente em plena aceitação do discurso de Obama.

Na época, Obama disse com razão, a partir de uma posição de poder, que “o acordo não se baseia na confiança, mas na garantia de que as partes respeitem seus termos”. Este é o primeiro nó atual que impede que ambas as partes restabeleçam o acordo de 2015 mais uma vez. Isso se deve à já existente falta de confiança em 2015, amplificada e confirmada em 2021 pela destruição do acordo pelo Presidente Trump.

Disse o Presidente Obama: “Após três anos de negociações, os Estados Unidos chegaram a um acordo que não conseguiu durante décadas (desde a vitória da “Revolução Islâmica”) de hostilidade”. O estado de hostilidade não mudou, especialmente após o assassinato do mais famoso oficial iraniano – o Major General Qassem Soleimani, em Bagdá, durante uma missão diplomática designada a ele pelo Primeiro Ministro iraquiano Adel Abdul Mahdi. Além disso, a narrativa de que os EUA e Israel estão preparando exercícios militares no Mediterrâneo traz o título de “preparação para uma possível ação militar contra o Irã”. Consequentemente, a linguagem da diplomacia em Viena coincide com a linguagem da escalada militar verbal, insinuando uma intenção de “bater fisicamente às portas” da República 

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