
Elijah J. Magnier:
Trad. Alan Dantas
À medida que a guerra em Gaza se aproxima da marca de três meses, a situação para Israel parece cada vez mais complexa e sem direção. A resistência palestina continua a afirmar seu domínio, atacando efetivamente as forças israelenses em áreas do norte, centro e sul de Gaza, incluindo Khan Yunis, apesar de essas áreas terem sido declaradas sob controle israelense. Esses desdobramentos sugerem uma lacuna significativa entre as afirmações dos militares israelenses e a realidade no terreno, o que gera críticas crescentes na sociedade israelense. As críticas são dirigidas tanto ao governo quanto aos militares por sua incapacidade de definir e atingir quaisquer metas estratégicas viáveis desde 7 de outubro, um dia agora chamado de Nakba israelense.
A situação é exacerbada pela aparente ineficácia da enorme assistência militar e de segurança americana, juntamente com outros aliados, principalmente o Reino Unido e a Alemanha. Apesar do apoio das forças especiais dos EUA, das frotas navais e do apoio diplomático nas Nações Unidas, Israel não conseguiu obter uma vantagem decisiva no conflito. Esse cenário ressalta a resiliência e a eficiência tática da resistência palestina, que continua a desferir duros golpes nas forças israelenses. Estas últimas estão atoladas em Gaza, sem objetivos alcançáveis e enfrentando um conflito cada vez maior que agora inclui outros países e forças aliadas à resistência palestina. Essa expansão do campo de batalha apenas aumenta os desafios estratégicos de Israel e ressalta a complexidade e a imprevisibilidade do conflito em andamento.
Os Estados Unidos, reconhecendo a influência do Irã na região, entraram em contato por meio de intermediários, pedindo ao Irã que interviesse e interrompesse os ataques dos Houthis do Ansar Allah, do Hezbollah e da resistência iraquiana. No entanto, a resposta do Irã, conforme transmitida aos intermediários, foi inequívoca. Enfatizou que cabia aos Estados Unidos pressionar Israel para que parasse com suas ações contra crianças e mulheres palestinas. A mensagem do Irã é clara: o país não desempenhará o papel de mitigar as consequências das políticas de Israel e dos Estados Unidos e que seu papel está longe de ser o de um bombeiro para apagar as guerras de Israel.
O envolvimento do Irã no conflito tornou-se mais aberto, especialmente à luz das acusações dos EUA de que o Irã estava por trás de um ataque a um navio-tanque que transportava produtos químicos de nível militar para Israel, em direção ao Oceano Índico. Esse incidente mostra a disposição do Irã de confrontar abertamente as remessas para Israel, mesmo que Teerã tenha negado seu envolvimento.
Além disso, o compromisso do Irã com a causa palestina foi reafirmado publicamente pelo líder supremo, Sayyed Ali Khamenei. Sua declaração de que apoiar a resistência e o povo palestino “é um dever de todo ser humano” ressoa fortemente no Irã, que prometeu abertamente seu apoio a Gaza e sua resistência. Essa posição, conforme comunicada pelo Irã, marca um momento importante na dinâmica do poder regional, demonstrando a disposição do Irã de ser um participante visível e ativo no conflito contra Israel.
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